quarta-feira, 6 de junho de 2012

#2 Ato Moniquiano - Pois...

    Na vida do dia-a-dia, vê-se a avidez pelo consumo e pela posse, contudo não se vê que, mais importante do que ter e consumir, é viver satisfeito pelo que se é, pelo que se tem e pelo que se faz.
    Não é fácil ver o essencial, porque não é fácil conseguir - com outros olhos - ver a qualidade além da quantidade; o emocional além do intelectual; o sentimento além do pensamento; a ternura e o amor além do sexo; a felicidade além do prazer; o sentido da vida além do vivido.
    E assim como o essencial é invisível para os olhos, as coisas que não são essenciais são vistas a olho nu. Pode-se comprar e vender, medir e contar, trocar, guardar, consumir. Porque sua figura se destaca facilmente no mundo das coisas.

    Há alguns dias, num noticiário de televisão, um jovem deficiente, se queixava exatamente desse não saber ver das pessoas as coisas cotidianas e essenciais da vida:
    "As pessoas nos fazem rampas para que possamos circular sem dificuldades pela cidade. Está bem. No entanto, um olhar de afeto e de atenção é muito mais do que isso. As rampas se vêem; a cadeira de rodas se vê. Não se vê nossa sede de afeto, do calor da mão que nos bata no ombro, de um sorriso que nos faça sentir que, apesar de nossa desventura, estamos vivos e queremos ser importante para alguem."

 Adonai Elias

Um comentário:

Monique Lacerda disse...

Adoreeeeeeeeei! A felicidade verdadeira está nas coisas mais simples do mundo! FELIZ aquele que ver assim!(;