domingo, 9 de setembro de 2012

Tertúlia

    rsrs' Não se preocupem, o texto hoje não falará ceticismos. Mas porém trará minha maior aventura filosófica. Eu tinha que escrever!
    Ontem (08/09), saí de casa às 16h rumo a um encontro com duas grandes amigas na praça do ferreira, um verdadeiro encontro boêmio. Tomamos café e conversamos um pouco. Logo depois fomos à beira-mar onde a diversão era certa. O dia estava ótimo. Mas o que eu vim contar por aqui foi além.
     Durante o encontro, recebi um telefonema que tornaria a noite perfeita, um convite;
     - Adonai, quer vir aqui para a tertúlia? Aqui está tocando só musica de flash back. - Informou-me o ser.
     - Claro, assim que eu sair daqui, vou ai. - Respondi.
     Pulando as etapas monótonas e indo direto ao assunto.
     Cheguei em tal lugar com rapidez. Tratei logo de arranjar uma mesa e beber algum refrigerante ao som de "My Sacrifice" - Elton John. A festa acabara de começar. O bar-restaurante já estava lotado e todos estavam sentados, conversando. No geral todos eram amigos de infância e companhias  de "disco" de épocas passadas. Eu estava com meu pai e de tempos em tempos conhecia vários de seus "antigos" colegas.
     Mas não ficou só por isso. A festa começou a  "esquentar" ao som de "Take on Me" - A-ha. O dono do bar-restaurante foi um dos primeiros a se manifestar à dança, havia um excelente espaço e ambiente para isso. Várias pessoas em seguida se levantaram para dançar com seus pares, homens ou mulheres, dançavam. Mas isso foi por pouco tempo, pois logo não haviam pares e sim trios, quartetos... grupos. Todos dançavam como se hoje fosse algum dia da década de 80, pareciam seres imortais, e isso o que eram, Imortais.
    Depois de por volta 1h de nostalgia, fiquei pensando no que faremos daqui a 30 anos. Será que dançaremos com tanto orgulho relembrando as épocas passadas que nem nossos pais? - Enquanto isso a festa "rolava".
   Eu estava sentado, pensando em dançar. Quando um colega de meu pai aproximou-se de meu ouvido, numa expressão de alegria e disse:
   - Tá vendo isso? É a idade!
   Isso para você que está lendo pode ter sido um triste desabafo. Mas não foi. Naquele momento ele era a pessoa mais feliz. O significado da expressão era: "Ninguém poderia ser mais feliz do que nós fomos". E falou-me com toda a certeza.
   Passei a olhar para todos que estavam no espaço, talvez a pessoa mais nova teria o dobro da minha idade, mas apenas biologicamente, pois naquela noite eram imortais.
   O sentimento que todos no local passavam era de orgulho, alegria e satisfação. Era de gritar a explosão que todos sentiam dentro de si. E eles gritavam, eles dançavam e pulavam. Eles não pensavam no amanhã, pois o "amanhã" eles já fizeram. E esse era o motivo da comemoração.
   Quero acrescentar a todos que jamais será possível descrever meu sentimento ao presenciar tudo isso. Mas posso dizer que senti tudo ao mesmo tempo, principalmente amor. Amor ao que se foi e ao que virá. Pois daqui a 30 anos irei querer mostrar e gritar às próximas gerações o quanto fui feliz e o quanto me orgulho de tudo o que fiz, poder sentir tudo de novo ao mesmo tempo e pensar "eu consegui", enquanto nossos filhos assistem esperançosamente nossa vitória.
   Eu espero que todos tenham essa oportunidade que eu tive, e que todos vocês possam estar comigo daqui a 30 anos festejando o que somos agora, jovens.

Adonai Elias

(texto dedicado à Deborah Laís e Juliana Lacerda)