Tudo no mundo tem um pouco de mim! Todo ódio de qualquer pessoa, todo amor, toda tristeza, toda felicidade, vida e morte, eu sinto fortemente na garganta. Meus olhos observam fixamente traços de minha personalidade em pedaços de papéis rasgados, feições de dor e em danças de tango. Na minha visão, eu giro ao redor do mundo.
A felicidade é a única fé que me resta.
É paradoxo confiar na vida por qualquer que seja o motivo. O único milagre da vida, que é precária, é não sermos tristes o tempo todo. A pobreza (filosófica, material ou espiritual) nos consome ao mínimo desleixo.
Tenho provado intensamente do sabor da arte. O teatro entrou no meu ser e me trouxe humanidade. Cada gesto do corpo humano é belo. Não vejo valor algum na arte senão o de ser bela por apenas ser humana.
Sinto orgulho do que sou. Dos desafios que eu mesmo procurei e superei-os. Superei-me inúmeras vezes para chegar aqui. Porém estou me sentindo vazio e previsível. Como se começasse a fazer sentido.