sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Peregrino da falta de sentido

     Tudo no mundo tem um pouco de mim! Todo ódio de qualquer pessoa, todo amor, toda tristeza, toda felicidade, vida e morte, eu sinto fortemente na garganta. Meus olhos observam fixamente traços de minha personalidade em pedaços de papéis rasgados, feições de dor e em danças de tango. Na minha visão, eu giro ao redor do mundo.
    A felicidade é a única fé que me resta.
    É paradoxo confiar na vida por qualquer que seja o motivo. O único milagre da vida, que é precária, é não sermos tristes o tempo todo. A pobreza (filosófica, material ou espiritual) nos consome ao mínimo desleixo.
    Tenho provado intensamente do sabor da arte. O teatro entrou no meu ser e me trouxe humanidade. Cada gesto do corpo humano é belo. Não vejo valor algum na arte senão o de ser bela por apenas ser humana.
    Sinto orgulho do que sou. Dos desafios que eu mesmo procurei e superei-os. Superei-me inúmeras vezes para chegar aqui. Porém estou me sentindo vazio e previsível. Como se começasse a fazer sentido.

   
   
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Eu, substantivo!

    Todas as experiências que tive na vida fazem de mim o que sou!
    Todos os meus métodos - quase nenhum- são os que aprendi, ou mesmo desenvolvi, no decorrer de minhas observações. Todas as minhas ideologias, ou ausência delas, desde o nascimento de minha apurada racionalidade humana, são frutos do meu desenvolvimento. O que prova o progresso que tenho feito a partir do meu primeiro olhar.
    O meu primeiro olhar..., aquele necessário momento que desencadearia o principal evento para a sobrevivência e a racionalidade, a comparação. Esta, que possibilita a compreensão e o julgamento dos fatos.
    Todas as palavras escritas nesta página são esboços de todo o conhecimento e experiências que possuo. Este sou eu. Ou apenas uma tentativa de não ser qualquer outra pessoa.
    O significado das palavras no dicionário nunca muda. Porém, quando este texto estiver pronto, irei ler-lo completamente diferente do que qualquer um. Apesar de enxergarem as mesmas orações, morfemas e acentos gráficos.
(Ou isso é apenas uma teoria. – Outra prova de progresso).
    “O substantivo é aquilo que nomeia tudo que existe ou tudo o que imaginamos existir”. – Nonato Reis...  Esta frase está contida em qualquer gramática normativa de língua portuguesa. Porém, não li em alguma delas. Ouvi esta frase do homem ao qual atribuí-lhe propriedade. O que causa uma enorme diferenciação de significado em minha mente. Culpa dos próprios substantivos cujos se faz referencia. Dos substantivos abstratos.
    A abstração é o que permite toda esta minha – nossa - existência.
    O tipo de existência que diferencia e qualifica as virtudes de minhas – nossas – experiências.
    Todos são julgados por suas experiências, pois estas são o que somos.
    O grande erro de quem julga é de não entender que “experiência” é um substantivo abstrato. Esta observação é o que me faz diferente de outras pessoas.

    Outro grande erro é de não entender que tudo é substantivo abstrato!


                                                                                                     Adonai Elias

quarta-feira, 6 de março de 2013

Desabafo aos imorais

   Engraçado a forma em que todo mundo te surpreende quando se conhece ao íntimo. Sempre da mesma forma, de um jeito ou outro, os fins são sempre os mesmos. Não adianta esperar por alguem ou algum motivo que seja, com nobreza, diferente em modo geral. A partir do principio de egoísmo que é comum em nossa sociedade, alem da preguiça e falta de interesse nos outros (pessoas ou causas), posso perceber que no fim estamos sós.
   A diferença no mundo atual para o mundo "não atual" (aqui compreendo toda sociedade anterior á nossa) é apenas quanto aos costumes e á moral. A infantilidade, no sentido do não despertar do pensamento, vem sempre atrasando as pessoas, deixando-as debilitadas, presas a moralismos que nem entendem. Todas assim, amarradas. Limitadas no desenvolver filosofico de si, nao podem, obviamente, deixar que novas e aprimoradas qualidades se desenvolvam.
   Todos estamos submetidos a ordem natural das coisas, nada de determinismos ou crenças místicas, mas sim, a inércia social que nos imerge.
   Falta, no pensamento de muita gente, a crença nas inúmeras possibilidades de viver. os rótulos atrapalham muito no desenvolvimento pessoal, pois todos somos muito subordinados ao pensamento alheio.
   Vejo apenas um motivo para não desistir de tudo: quando chegar ao final, de minha existencia ou da existencia da vida, poderei dizer que estava certo e me livrar da culpa dessa causa perdida.











Adonai Elias