sábado, 30 de junho de 2012

Meu coração é novo! E eu nem li um jornal.

   Eu, além de ser sempre imcomodado, tenho pressa! cada dia mais urgente e faminta, quero tudo e quero agora. Pulando etapas, atravessando com mais rapidez ideologias que deveriam ser eternas. Mudando de opnião. Criando pensamentos novos e destrutivos - porque o que não for perigoso não pode ser um bom pensamento. Meu mundo termina e recomeça a cada dia. Meu discurso? Espero que um dia esteje pronto.
   Tenho preguiça das pessoas que lêem o que deveria ser apenas um arroubo de sentimentos tumultuados e fazem daquilo um decreto de lei. Tenho preguiça da infantilidade do "ahh, mas foi você quem disse que...". Minha vida é longa, e eu de nada sei. Se escrevo é no intuito de tentar descobrir. - Pelo jeito acho que vou morrer tentando.

    Li algum tempo atrás um artigo em um blog de uma amiga que falava sobre mudar de opniões, ela questionava; "mudar de opnião é ser fraco?". Eu responderei e concordarei com sua resposta; ser fraco é aceitar uma ideologia como uma "fórmula", ser fraco é ser fanático!

Adonai Elias

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Doce que me ilude


     Hoje foi tanta coisa pra pensar, tantas dúvidas sobre o que fiz e sobre o que eu poderia ter feito que minha cabeça ficou toda confusa. Aindo to meio que processando dados. Aslinax! << tá tudo assim aqui dentro! Mas agora não escreverei sobre os suprassumos do meu pensamento, escreverei talvez sobre chocolate... chocolate... chocolate...! AHh!
     Uhum! Voltando...!
     O grande programa de hoje foi não fazer nada! Mas acabei fazendo. Saí, dei umas voltas e cheguei tarde em casa. Talvez isso tenha me incomodado. Eu... sempre incomodado com as coisas.
        - AHHHHH! Não aguento!!! Esse chocolate tá delicioso! -
     "Acho muito" que não faço parte de nada, parece que só olho todo mundo como se eu não fizesse parte desse "todo". Não sei se é desconfiança, porque talvez não esxista esse todo. Uhhhhh! que confusão! Acho que vou voltar a olhar todos vocês. - Eu não sou vocês - Isso é egoísmo? Egocentrismo? - Existe mesmo um "eu"? - Quem sou então? :S
     Chocolates....!
     Boa noite e muito chocolate, pelo menos pra mim.
     
Adonai Elias

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Eu precisava mesmo perturbar minha mente

(Imaginando aqui o quanto o tempo é relativo) Minha forma de fazer tudo,hoje em dia, deve ser no mínimo intrigante. Começando pela definição significativa da "palavra?" tudo... ... "Tudo" para mim já significou várias coisas, menos "tudo?". Já signicou alguem, já significou um livro, uma ideologia, uma musica, um autor e até "eu mesmo". - percebi ligeiramente que "eu mesmo" sempre fui um nada em meio ao "tudo", em meio a qualquer tudo. AHHHHH! Só espero que algum dia "tudo" signifique tudo mesmo. E que "eu mesmo" seja alguma coisa nisso. Voltemos ao que importa.(Eu realmente só usei a frase de conectivo) A verdade é que perdi toda aquela agitação que tinha no início (início de que mesmo?). Acho que estou mesmo precisando dessas tais férias, quem sabe coloco as coisas no lugar ou me perco e me confundo mesmo. Mesmo, mesmo...

Adonai Elias

domingo, 17 de junho de 2012

Uma outra metade desperta

     Eu evitei ao máximo passar por aqui, mas no fundo sinto falta. Andei pensando nos dois lados opostos da minha vida... Isso era o que temia. Percebi que em parte"deixei de lado" minha incomodação social (tipo... Por que poucos vêem o que eu vejo? Por que ninguem é satisfeito com nada?...) e tratei de não me importar com todo mundo. Não quero dizer que não me preocupo, a verdade é que "deixo de lado", parei de lutar socialmente por toda a minha ideologia. Minha luta agora é comigo mesmo. E ao invés disso tudo irei me perguntar... (Por que eu não sou satisfeito com nada?...)!
    Metade de mim é simplesmente felicidade. Mas minha segunda metade é instável, basta ser um pouco incomodada. Ela sempre critica tudo, até mesmo comigo. Preciso somente de um tempo livre, pra pensar talvez, e ela começa. - é ela quem está falando agora.
    Ah.. dando fim aos meios...
    Não deixarei a vida me supreender, nem nada. Eu sim, supreenderei a todos. As minha duas metades!

Adonai Elias

quarta-feira, 6 de junho de 2012

#3 Ato Moniquiano - "Só se ver bem com o coração"

    - Os homens do teu planeta - disse o princepizinho - cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram... [...]
    - E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água... [...]
    - Mas os olhos são cegos"
(O pequeno principe, cap. XXV)

#2 Ato Moniquiano - Pois...

    Na vida do dia-a-dia, vê-se a avidez pelo consumo e pela posse, contudo não se vê que, mais importante do que ter e consumir, é viver satisfeito pelo que se é, pelo que se tem e pelo que se faz.
    Não é fácil ver o essencial, porque não é fácil conseguir - com outros olhos - ver a qualidade além da quantidade; o emocional além do intelectual; o sentimento além do pensamento; a ternura e o amor além do sexo; a felicidade além do prazer; o sentido da vida além do vivido.
    E assim como o essencial é invisível para os olhos, as coisas que não são essenciais são vistas a olho nu. Pode-se comprar e vender, medir e contar, trocar, guardar, consumir. Porque sua figura se destaca facilmente no mundo das coisas.

    Há alguns dias, num noticiário de televisão, um jovem deficiente, se queixava exatamente desse não saber ver das pessoas as coisas cotidianas e essenciais da vida:
    "As pessoas nos fazem rampas para que possamos circular sem dificuldades pela cidade. Está bem. No entanto, um olhar de afeto e de atenção é muito mais do que isso. As rampas se vêem; a cadeira de rodas se vê. Não se vê nossa sede de afeto, do calor da mão que nos bata no ombro, de um sorriso que nos faça sentir que, apesar de nossa desventura, estamos vivos e queremos ser importante para alguem."

 Adonai Elias

terça-feira, 5 de junho de 2012

#1 Ato Moniquiano - "O essencial é invisível aos olhos"


  • Vêem-se o direito, não as obrigações.
  • Vê-se a violência, não a falta de educação no amor que a inspira.
  • Vê-se o vício às sensações negativas da droga, não a insatisfeita avidez de emoções positivas que a promove.
  • Vê-se o rosto das aparências, não a alma da realidade.

  • Não se vê um "muito obrigado", um "com muito prazer", um "imediatamente", um "naturalmente", um "desculpe", um "posso ajudar em algo?", um sorriso ou, simplesmente, um silencio de discrição e respeito podem contribuir para tornar mais serena e gratificante a convivência.
  • Não se vê no rosto do outro o gesto de mal-estar, de vergonha, de inoportunidade, de humilhação ou de repugnância que produzem nossa falta de discrição, nosso humor irônico,, nosso rir das coisas, que, para eles são sérias, nossa condenável ignorância do mal momento pelo qual está passando.
Adonai Elias

domingo, 3 de junho de 2012

O Sinistrado


   "Sentei-me em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde mudei de mesa.
   Quando sai, procurei andar pelo outro lado da rua. Depois mudei de caminho, andei por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde passei.
   Tomei outros ônibus.
   Mudei por uns tempos o estilo das roupas. Dei os meus sapatos velhos.
   Procurei andar descalço alguns dias." Clarisse Lispector

adaptado, Adonai Elias

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Expectativas

    Estou com um grande medo de mudanças drásticas, medo de uma possível infelicidade, andei muito acomodado por um certo tempo. Nunca achei que passaria por isso, mas agora, tudo faz sentido e o sentido me incomoda. Parece que é tudo invertido, parece que o meu sentido é mesmo a confusão de tudo.


Adonai Elias